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O único escritor que eu sempre li

Publicamos abaixo um poema que Hilaire Belloc escreveu para homenagear Chesterton. Ele aparece na introdução do livro O Pensador Completo, de Dale Ahlquist

“O único escritor que eu sempre li”

Gosto de ler na cama ao dormir
o mesmo que faz todo homem bom
alguma vez aqui e outra ali,
mas inconstantes todos eles são
já eu dos dez aos quarenta e um anos
nunca perdi uma noite e para mim
o que me anima é Gilbert Chesterton
(o único escritor que eu sempre li)

O Illustrated London News se uniu
a um jornalismo tedioso e vão
O Daily News de hoje é pueril
O Idler tem o humor de um bufão
O Speaker mais parece um Sally Lunn
E o World é má semente, assim ouvi
Mas compro todos só por Chesterton
(o único escritor que eu sempre li)

A história do duque de Beachy Head
e de seu filho lorde Hildebrand
são coisas que escrever eu posso até
como as memórias do Conde de Mun.
Romances que aparecem em profusão
eu queimaria todos pois perdi o gosto,
vou voltar a Chesterton
(o único escritor que eu sempre li)

MENSAGEIRO

– O livro O Credo Atanasiano ó rei,
será que é boa teologia?
– Não importa – pois não é de Chesterton
(o único escritor que eu sempre li)

Tradução: Bernardo Guadalupe dos Santos Lins Brandão